Fosfoetanolamina Sintética

Fosfoetanolamina Sintética
Fosfoetanolamina Sintética

Conheça a fosfoetanolamina sintética – O que é? Para que serve?

Há alguns anos há um dramático debate no Brasil sobre o uso da fosfoetanolamina sintética, uma nova droga conhecida como “pílula da USP” ou “pílula do câncer”, que muitos alegam ser o tratamento mais inovador e eficaz contra diversos tipos da doença.

O problema é que as autoridades brasileiras alegam que não há evidências quanto a sua eficácia, proibindo assim o uso e a comercialização do remédio em todo o país. Se de um lado há a proibição, mesmo que muitos especialistas e pacientes dizem comprovar seus efeitos desde 1980, de outro parece que as pesquisas para tal medicamento são pouco incentivadas pelos próprios órgãos controladores.

O que é a fosfoetanolamina sintética?

A fosfoetanolamina é uma substância produzida naturalmente pelo corpo humano nas células de alguns músculos específicos e no fígado. Contudo, há alguns anos, a substância passou a ser produzida no laboratório da USP – Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP) – e foi distribuída no campus da universidade gratuitamente a pacientes que a solicitassem apesar de não ter sido testada cientificamente. O projeto era justamente atestar a viabilidade da substância em tratamentos contra o câncer.

Algumas pessoas que usaram a substância e os envolvidos no projeto constataram melhoras no tratamento contra o câncer, mas ainda é um mistério a sua eficácia, que ainda não foi totalmente testada. Parece que a fosfoetanolamina sintética age dentro da carcinogênese, ou seja, poderia ter alguma influência na formação do tumor.

Acredita-se ainda que a fosfoetalonamina sintética teria ação anti-inflamatória e apoptóticas, eficaz na aniquilação das células cancerígenas. Contudo, este é apenas um início, uma vez que tal tratamento requer testes e comprovações legítimas, mesmo que a pesquisa da USP já envolve 20 anos de atuação.

Conflito de interesses e falta de evidências

A falta de evidências científicas quanto ao uso da fosfoetalonamina sintética ainda é a mais comum justificativa da Anvisa e de entidades como o Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira (AMB), entre outras, que barram o avanço das pesquisas ou mesmo o fornecimento do medicamento.

Em 2016, pode-se presenciar uma série de ações que visão a permite a fabricação, distribuição e uso da fosfoetanolamina, bem como ampliam os estudos e fim de garantir as devidas comprovações científicas. Estas ações foram aprovadas pela Câmara dos Deputados (em março de 2016), pelo Supremo Tribunal Federal (em abril de 2016) e pela então presidente Dilma Rousseff, que sancionou a lei que libera a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética para pacientes de câncer mesmo sem o registro da substância na Anvisa.

Estas ações, no entanto, foram contestadas judicialmente pela Associação Médica Brasileira (AMB). Em maio deste ano, o Supremo Tribunal Federal decidiu suspender a lei que autorizava pacientes oncológicos a fazer uso da fosfoetanolamina sintética, bem como todas as demais ações judiciais que implicavam no fornecimento da substância por parte do governo.

Mesmo com tamanho impasse, o Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP) continuou com a pesquisa até então, que deve se estender por mais alguns meses, em fases distintas. Ainda não há novidades quanto a liberação da fosfoetalonamina sintética ao mercado ou de suas comprovações testadas cientificamente. Mesmo assim, estas notícias acalentam a esperança de muitos que se encontram enfermos devido ao câncer.

Palestra sobre a Fosfoetanolamina Sintética


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