Câncer de Intestino

Câncer de Instestino
Câncer de Instestino

O que é Câncer de Intestino?

O intestino corresponde a duas grandes regiões: uma mais fina, o intestino delgado, responsável pela digestão e absorção dos alimentos, e uma mais grossa, o intestino grosso, que absorve a água e os sais minerais, armazena e elimina os resíduos da digestão.

O câncer de intestino delgado é bastante raro, enquanto que o câncer de intestino grosso é muito frequente. A doença aparece como uma lesão benigna, e conforme ela aumenta, se transforma em um tumor maligno. Por esse motivo, é possível remover a lesão em seu estágio benigno, impedindo que a doença alcance maiores proporções.

Apesar de ser um câncer que pode ser prevenido e que tem um bom prognóstico, a incidência da doença está aumentando consideravelmente no Brasil. Os números apontam mais de 150 mil casos por ano, principalmente em pessoas acima dos 50 anos.

Intestino delgado

Apesar de raros, existem quatro tipos principais de câncer que acomete o intestino delgado: tumores carcinoides, tumores estromais gastrointestinais, linfomas e adenocarcinomas. Os mais comumente diagnosticados são os linfomas, que correspondem de 60% a 70% dos casos, e os adenocarcinomas, que compões cerca de 30% a 40% dos diagnósticos de câncer de intestino delgado.

Colorretal

O colorretal é o tipo de câncer que mais afeta o intestino. Ele acomete a parte final do intestino grosso, mais especificamente a camada interna do órgão. A doença é também chamada de carcinoma, e o seu processo de formação pode levar vários anos.

Antes de se transformar em carcinoma, ou seja, em um tumor maligno, a doença costuma se originar a partir de pequenas lesões – pólipos adenomatosos, que apesar de benignas, quando não tratadas, podem ser precursoras dos carcinomas colorretais. Por isso a remoção dos pólipos por meio da colonoscopia é tão recomendada nesse estágio inicial da doença.

Sintomas

Assim como em outros casos da doença, o câncer de intestino é assintomático em seus estágios iniciais. Normalmente, quando se manifesta, o tumor já está em com um tamanho razoavelmente grande, pois, além de assintomático no início, alguns sinais da doença podem ser facilmente confundidos com outros problemas mais comuns, como infecção intestinal, hemorroidas ou problemas de má digestão.

Os sintomas dessa patologia variam de acordo com o tamanho e localidade do tumor, mas em geral podem ser: dores abdominais frequentes, excesso de gases, diarreia ou constipação intestinal, sangue nas fezes, dor ao evacuar, fraqueza, anemia, perda de peso, náuseas e vômitos, alteração na coloração das fezes (escuras), obstrução intestinal e aumento do volume abdominal.

Como mencionado no parágrafo anterior, os sintomas podem variar de acordo com a localização do tumor. Se estiver do lado direito do intestino, o paciente pode apresentar enfraquecimento, anemia e alteração da frequência de evacuação. Já do lado esquerdo, há mudança no ritmo intestinal e muita prisão de ventre (constipação intestinal). Quando a doença se manifesta no reto, o principal sintoma é o sangramento, acompanhado pela vontade periódica de ir ao banheiro e a insatisfação provocada pela sensação de evacuação incompleta.

Os sintomas do câncer no intestino delgado são ainda menos específicos, como dor no abdômen, cansaço geral, anemia e perda de peso, não sendo fácil de identificar sem exames específicos.

Uma vez que os sintomas se assemelham a outras doenças, é importante se atentar quanto à periodicidade e durabilidade dos sinais. Apresentar esses sintomas por mais de um mês é perigoso, e exige uma visita ao médico para a realização de alguns exames.

Diagnóstico

Para diagnosticar o câncer de intestino é comum que os médicos solicitem exames de fezes, colonoscopia e tomografia computadorizada. Eles ajudam a identificar a presença de sangue oculto nas fezes ou de bactérias que ocasionam alteração no trânsito intestinal, avalia as paredes do intestino quando a presença de sangue é diagnosticada. Quando não é possível realizar a colonoscopia, os médicos recorrem à tomografia computadorizada.

Os médicos também podem pedir algumas alterações como dieta e estilo de vida para avaliar se os sintomas não são decorrentes de situações menos graves como intolerâncias alimentares ou síndrome do intestino irritável.

Outros exames também são muito importantes para diagnosticar a doença: o toque retal é um deles e de grande importância. Ainda no consultório do gastrenterologista ou coloproctologista é possível fazer um exame endoscópico, que consegue avaliar 20 cm da parte terminal do intestino grosso. Esse exame ainda permite colher material para biopsia em caso de existirem lesões.

Tratamento do Câncer de Intestino

O tratamento para o câncer de intestino é multidisciplinar, em outras palavras, ele envolve cirurgia, quimioterapia e, em caso de tumores do reto, também a radioterapia.

A cirurgia é comum em boa parte dos casos e, muitas vezes, é considerada a principal forma de tratar a doença. Entretanto, quando o câncer está em seu estágio inicial, os médicos optam por localizar o tumor e promover o estadiamento da doença, ou seja, realização de exames físicos, laboratoriais, radiografias, tomografias, exames de ressonância magnética e, algumas vezes, o PET-CT, que ajudam a determinar a extensão da doença. Essa sequência permite que a equipe médica determine o tratamento mais adequado para cada paciente.

Como prevenir?

Existem muitos fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da doença, dentre eles estão os hábitos de vida inadequados. Má alimentação, sedentarismo, dieta rica em carne vermelha e pobre em fibras, tabagismo e consumo exagerado de bebidas alcóolicas podem acarretar na manifestação do câncer.

Uma vez que o câncer intestinal tem fatores de risco genéticos hereditários e genéticos ambientais, manter hábitos de vida saudáveis, com alimentação rica em fibras e exercícios físicos, são indispensáveis para evitar a doença.

Vídeo: As principais causas do câncer de intestino


Um comentário sobre “Câncer de Intestino

  1. em final de 2013 confirmado câncer de reto, adenocarcinoma mderadamente diferenciado ,feito radioterapia e quimioterapia meses apos retossigmoidectomia+histerectomia+ileostomia protetora…passou alguns dias reiniciado QT,9 meses se passaram feito reconstrução do trato intestinal, muito bom conseguir evacuar normalmente ,mas alegria de pobre dura pouco ,mas 2 anos apos o diagnostico apareceu metástase em períneo,nova cirurgia extirpação (amputação)abdominoperineal com colostomia permanente.. colocado cateter implantado ,reiniciado QT ..2 anos e 11 meses…engordei 20 quilos,mas alem de estar com cicatriz enorme no abdomem e em genitália ainda não ter cicatrizado bem..(no 1º dia da cirurgia apresentou deiscência de sutura em genitália)demorando fechar. alem disso foi retirado músculo da parte interior da coxa para refazer assoalho pélvico…espero que depois disso tudo….basta….chega…canso de ouvir é guerreira,vencedora …ta viva agradeça….não é assim…esses anos tem sido de casa pro hospital e vice versa…é viver???

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