Câncer no Esôfago

Câncer no Esôfago
Câncer no Esôfago

O que é o Câncer no Esôfago?

O câncer de esôfago tem origem na mucosa e se estende para a submucosa e para a camada muscular. Esse tipo de patologia se divide em dois principais grupos: carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma.

O primeiro grupo se inicia nas células escamosas, que podem ocorrer em qualquer extensão do esôfago. Já os adenocarcinomas têm início nas células glandulares, e se manifestam principalmente no esôfago inferior.

Um dos fatores que dão origem a essa patologia é a displasia do esôfago. A doença é caracterizada como uma condição pré-cancerígena na qual as células que revestem o interior do órgão parecem anormais quando vistas por um microscópio. A displasia de baixo grau se assemelha com as células normais, enquanto que a displasia de alto grau é mais anormal, e possui grandes chances de se transformar em câncer.

O câncer de esôfago é considerado um dos tipos mais raros no Brasil, atingindo menos de 150 mil brasileiros por ano. Contudo, a doença é de 3 a 4 vezes mais comum entre os homens, sendo classificado como o quinto mais frequente, além de poder se manifestar em uma faixa etária bastante ampla – de 6 a 40 anos.

Sintomas do Câncer no Esôfago

Em grande parte dos casos o câncer de esôfago é diagnosticado em função dos sintomas, são poucas as situações quando a doença é descoberta sem qualquer anormalidade no organismo se manifeste.

Infelizmente, o câncer de esôfago quase nunca apresenta sintomas em sua fase inicial, passando a apresenta-los quando a doença está bastante adiantada, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura.

Dentre os sintomas provocados pelo câncer de esôfago, o mais comum é o problema de deglutição, sensação de comida presa na garganta, denominada como disfagia. Quando esse sintoma aparece, é sinal de que o tumor se encontra com um tamanho considerável. Ao sentir dificuldade em se alimentar, as pessoas costumam modificar seus costumes alimentares, chegando a trocar alimentos sólidos por líquidos.

Outro sintoma da patologia é a dor no peito. Alguns pacientes apresentam grande desconforto na parte central do tórax, e é comum que tal sintoma seja consequência do aumento do tumor, que impedem a passagem do alimento pelo esôfago. Dessa forma, com a dificuldade em se alimentar, a perda de peso torna-se inevitável.

Além desses fatores, o câncer de esôfago pode provocar rouquidão, tosse persistente, vômitos, soluços, pneumonia, dor óssea e até hemorragia.

Muitos desses sintomas podem ser consequência de outras condições clínicas, sendo assim, é indicado que a pessoa procure um médico para identificar a verdadeira causa e o tratamento adequado.

Diagnóstico do Câncer no Esôfago

Para diagnosticar o câncer de esôfago alguns exames são necessários. É comum que os médicos façam perguntas para conhecer o histórico clínico do paciente e verificar possíveis fatores de risco para decodificar os sintomas.

Exames de sangue, para diagnosticar a presença de anemia – causada por sangramento digestivo e um exame de sangue oculto nas fezes são bastante comuns para diagnosticar a doença.

Após confirmação da doença, exames para verificar a função dos demais órgãos são recomendados, principalmente quando a cirurgia se torna uma das opções de tratamento.

Tratamento do Câncer no Esôfago

Os principais tratamentos utilizados para o câncer de esôfago são: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia alvo e tratamento endoscópio. Contudo, a definição do melhor tratamento depende de fatores como a localização e tamanho do tumor, idade, quadro clínico e preferências pessoais do paciente.

Dependendo do estágio da doença, a cura torna-se mais difícil. Nesses casos, os médicos sugerem tratamentos paliativos, ou seja, tratamento que aliviem os sintomas do câncer, como a dor e os problemas de deglutição.

Em alguns casos, dependendo do quadro clínico do paciente, é possível optar pela administração de tratamentos isoladamente ou em combinação.

Vídeo sobre Tratamento para o Câncer de Esôfago

Como prevenir o Câncer no Esôfago?

Ainda não existem formas de prevenir a doença, contudo, manter hábitos saudáveis são importantes para melhorar a qualidade de vida e facilitar o tratamento caso a doença se manifeste.


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